Thor, o pequeno grande cão!

Tanto tempo sem postar e eu poderia começar esse post falando qualquer besteira que fizesse você continuar lendo, mas não, não vou, vou começar dizendo que há mais de um mês essa pessoa que vos escreve sofre. Então, a partir de hoje, vou começar a contar um pouco do que vem sendo a luta da minha família nos últimos tempos: a tentativa de salvar nosso “pet”, THOR.

O Thor!

Entendam isso como homenagem a um grande amigo, uma criatura que habita a minha vida e de minha família a mais de 7 anos, nosso querido THOR. Eu queria ter tempo pra contar cada detalhe de nosso primeiro encontro, ele ali tão pequenino, tão peludo, o filhote mais lindo de todos! Eu queria poder dizer como eu fiquei feliz quando trouxe ele pra casa, da caminha azul que dei pra ele, de como o seu pelinho era macio, de como ele era esperto e brincava sem parar. Eu queria poder fazer uma lista de todas as alegrias que ele trouxe para nós e contar todas as aventuras que passamos por sua causa. Eu queria muita coisa, mas não queria nada tanto como eu quero que ele fique saudável outra vez.

Eu não guardei essa data terrível, nunca fui de guardar datas, as ruins menos ainda, mas há mais de um mês, descobrimos que o Thor estava com um tumor no estômago. Antes do Raio X  ter confirmado o tumor, havíamos feito outros exames e tratamentos, acreditando que o desânimo e falta de apetite dele fosse resultado de outra doença, mas nunca, NUNCA mesmo, pensando em algo tão doloroso. Nem sei como explicar o quão triste fiquei quando vi o exame e o veterinário (ainda não vou citar o nome do profissional, mas em breve trarei essa informação) mostrou o tamanho do tumor, e por mais que algumas pessoas insistam em não compreender como seres humanos podem amar tanto seus pets, o que eu sei é que a dor que senti e sinto é tão forte quanto a que já senti em outros momentos em que sofri por doenças com pessoas de minha família. Após a constatação da gravidade do problema nossa primeira dúvida foi a de operá-lo, afinal ele estava fragilizado e poderia não resistir a uma cirurgia tão complicada. Conversamos muito entre nós e com amigos, choramos, pensamos sozinhos e decidimos acreditar na força de nosso querido amigo Thor.

O dia da cirurgia foi extremamente doloroso pra mim, eu tive muito medo de que o pior acontecesse, me senti culpada por não ter percebido antes que o Thor estava com problemas de saúde, não dormi, não descansei, até o momento em que o veterinário nos ligou para dizer que o nosso super-herói tinha sobrevivido à 4 horas de um procedimento cirúrgico. Quando chegamos para visitá-lo e vi os olhos dele vivos e fortes como sempre foram, meu coração se encheu de esperança. Eu acreditei no melhor, eu sempre acreditei e ainda quero acreditar. Fomos informados de que o tumor havia sido retirado (chegamos inclusive a ver o tumor em um vidro) e junto com ele um pedaço do estômago do Thor, que aliás, segundo o veterinário, estaria bem dilatado em decorrência do tamanho que o tumor possuía.

Após algum tempo de internação, muitos remédios, muitos litros de soro, o nosso pequeno grande Thor voltou para casa, nem lembro mais há quanto tempo ele está de volta, porque cada segundo é uma eternidade quando estamos ao seu lado. Meu amigo sofre, talvez mais do que qualquer um de nós, perdeu a força que sempre teve, perdeu a voz e me parece também ter perdido as esperanças. Eu já não sei mais como agir, o que é melhor pra ele, o que é melhor pra nós. Não quero que ele sinta como se estivéssemos desistindo, porque do fundo do meu coração, mesmo com as lágrimas que lavam o meu rosto e me deixam com a expressão de derrota estampada na cara, eu nunca desistiria de alguém que eu amo e isso independe de espécie.

Levamos o Thor para uma segunda opinião no dia 13/11/2012 , porque o veterinário que o tratava já nos dava indícios de não acreditar mais em sua recuperação, por esse motivo eu estou escrevendo aqui hoje, para tentar acalmar meu coração e desabafar minha tristeza. Não sabemos mais o que realmente aconteceu, não sabemos mais o que o Thor tinha, o fato é que algumas informações estão desencontradas e temos indícios de um erro médico ou até um crime ambiental. Ainda não posso afirmar nada com convicção, mas estou juntando as provas do ocorrido. Hoje vou sentar e conversar com a pessoa que nesse momento está tratando o caso do nosso amigo, vou tentar entender o que pode ter ocorrido e então tornarei os fatos públicos, para que nunca mais outros animais passem pelos horrores que o nosso vem passando.

Mando notícias.

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