Meus Demônios

Talvez eu tenha subestimado teus olhos

ao me atirar em tua profundidade.

Confesso que fui tola

e te imploro: “me condene pela minha ingenuidade”.

Açoite meu corpo nu, preso em um galho seco de árvore,

queime minha pele branca,

amordace minha boca infeliz.

No entanto, eu suplico pela tua piedade:

“Por favor não me deixe aqui, solta aos meus demônios!”

.

Desde ontem sinto o fogo flamejar em meu estômago,

já não posso suportar o medo da verdade.

Estou possuída.

Sei que estou sendo controlada pelas minhas piores criaturas,

sinto o ódio dominar minha alma,

vejo o mal diante dos meus olhos.

Fui amaldiçoada.

Enfeitiçada pelo desejo de estar perdida em teu infinito,

vagando pelo vazio do teu peito.

.

Que minha alma inflame,

que meu corpo padeça com as piores chagas.

Já não clamo mais por essa vida em preto e branco,

mas eu suplico pela tua piedade:

“Por favor não me deixe aqui, solta aos meus demônios!”

Anúncios

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão /  Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão /  Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão /  Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão /  Alterar )

Connecting to %s