A Complexidade De Ser, Vivo

Quisera eu acordar pela manhã e reconhecer-me.

Apontar os olhos para o meu rosto com a certeza de saber quem sou.

Há muito tempo venho confundindo-me diante de espelhos,

procurando refletir apenas o que eu finjo ser.

.

Se eu sou alguém que vive. Como?

Se eu sou alguém que existe. Como?

Se eu sou alguém que importa. Como?

Se eu sou alguém que morre. Como?

.

Como descobrir se sou?

Como descobrir o que eu sou?

Como descobrir ser, ser vivo?

.

Me engole agora a tortuosa dúvida,

me sinto humana, me sinto um monstro.

Quero agarrar-me a minha natureza viva,

ser livre, firme e filha de ninguém.

Se for para ser quero ser terra,

ser fruto, semente e nada mais.

Quero existir sem tumultos ou atropelos banais.

Porque a grandeza de viver está em ser pequena,

como qualquer um,

como qualquer coisa,

como ninguém quer.

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