In Purus Amor

Eu me compadeço do teu pranto,

Do teu peito estufado,

Das tuas lágrimas turvas.

Eu sinto por ti o mesmo que eu sinto por mim:

Vontade de tirar o coração do peito;

De libertar a alma dessa vermelhidão que se tornou a vida;

De abraçar teus braços e estrangular toda essa amargura que vejo em teus olhos.

Triste de nós que amamos a insegurança de amar,

Que vagamos pelas madrugadas a procura de uma resposta sem pergunta.

Triste é a tristeza de sempre desconfiar.

Ajoelhei-me ontem à noite e roguei por todos os amantes,

Por todas as bocas secas de desejo,

Por todas as palavras cegas da verdade.

Implorei clemência aos doentes de amor.

E sim, estou confiante na descoberta de nossa cura.

Fotografia: Francesca Woodman
Fotografia: Francesca Woodman
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