LUZ

Lava a alma Luzia,

Chora o pranto dos desafagados,

Atira teu corpo magro na poeira da vida

E finge ser tua última derrocada.

Vai com força, vai com raiva,

Que em alguns passos de tempo já estará vazia,

Longe de tudo, perto de nada,

Solta no vento em busca de sentido.

.

Um dia eu te disse Luzia:

– Não confia no teu coração, que coração se engana de propósito.

Outro dia. Sinto tuas lágrimas escorrendo pelo meu ombro.

.

Ai Luzia,

Que vontade de te abraçar por dentro agora,

Pois bem sei sentir teu pranto,

Sei saber que quando o amor vai embora

A alma morre por estrangulamento.

E como dói Luzia!

.

Um dia se passaram anos

E eu vi Luzia de rosto iluminado,

Coração batendo descompassado,

Alma saltando boca a fora.

– Essa Luzia não aprende!

.

Photo: Francesca Woodman
Photo: Francesca Woodman
Anúncios

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão /  Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão /  Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão /  Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão /  Alterar )

w

Connecting to %s