Desamor

Eu continuo a não entender nada.
A desacreditar nos motivos,
Na razão dos dedos apontados,
Das diferenças se tornando indiferenças,
E junto com todos os prefixos ruins
Esse desejo de se ver melhor que o outro sempre.
Passa a vida,
O tempo varre todas as impossibilidades do passado,
A água cai na manhã cinza
Exarcando os pés do homem, da mulher
E de todos que pisarem nessa estrada.
Quem vai aproveitar para lavar a alma?
.
No segundo ato estou eu no banco do ônibus que me leva para onde eu sempre quis estar.
Muitas pessoas, poucos humanos.
Eu sinto que deveria apostar uma moeda em cada um,
Mas tenho medo de perder o que me resta.
O valor da vida parece agora ter se tornado essa moeda.
.
Existe uma emergência aqui,
Uma epidemia de pessoas sem alma,
Zumbizando em direção aos corações que ainda se mantém vivos.
Fujam para o mais longe que puderem, salvem-se!
Desamor é contagioso.

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