Segundo Dia

Hoje não é dia 01/08, mas continuo na tentativa de relatar minhas experiências transformadoras.

Abro aqui meu coração e mente.

01 de Agosto de 2015

DESPERTO

Acordei com as curicacas me avisando que o amanhecer surgia, mas logo voltei a dormir, talvez pela saudade de há tempos não dormir um sono tão justo como o que eu pude ter essa noite.

BRAVOS CAMINHANTES

Andamos muito, bravamente. Por todas as trilhas que pareciam ser infinitas, mas que sempre terminavam prematuramente. No fim de cada caminho encontramos um pote de ouro; ouro verde, transparente, úmido e vivo.

Tentei capturar com minha máquina de prender momentos o máximo do que eu via, mas algumas coisas só podemos ver quando tocamos, ouvimos, sentimos.

Agora estamos no mirante. Uso os verbos sempre em primeira pessoa do plural porque somos sempre dois (eu e minha outra metade de alma). Daqui vemos o mundo inteiro ou o que realmente importa dele. A brisa que sopra tem perfume de existência e ela me abraça. Viveria aqui por todas as “infinitudes” possíveis e impossíveis também.

Muitas vezes me senti tão pequena diante da imensidão do Universo, mas agora, aqui, aceitando o fato de que faço parte dele, de que sou ele ou quem sabe uma raiz em movimento pela Terra, é como se eu me tornasse muito maior. Fazemos parte do TODO, somos gigantes.

APAIXONADOS OU NÃO

Falamos em paixão enquanto fazíamos o jantar. Por mais que ele tenha fingido que não, era sobre paixão que falávamos.

Senti o medo presente durante toda a conversa, porque parece que nesse momento somos duas ostras, no melhor sentido imaginado. Estamos produzindo nossas melhores pérolas e por isso é preciso permanecermos cerrados, até que o ciclo seja concluído.

SILÊNCIO

Me sinto como Niet quando ouço qualquer melodia, agora sei como é. Como a música é capaz de te fazer lembrar desgraças e o quanto o silêncio muitas vezes parece ser melhor do que qualquer acorde.

Shh!

Desejo o silêncio como nunca desejei antes na vida, porque é só no silêncio que posso existir sozinha. Ausente de lembranças que tento deixar para trás. Me compadeço de Niet, pois agora entendo seu ódio pela música.

INTERROGAÇÕES

– Um mundo melhor. – eu digo.

– Como? – ele pergunta.

(Risos)

O que as pessoas querem de verdade? O que elas procuram sempre apressadas? Por que desistem no meio da jornada? Qual o verdadeiro motivo dos sorrisos? E das palavras?

Se for para eu sonhar que seja com respostas.

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