OMar, saudade

Há tempos que não vejo o mar,

OMar, quanta saudade.

Lembro ainda do teu perfume fresco

E daquele azul que eu teimava em enxergar verde.

Por dias desejei morar com o mar,

OMar, quanta verdade.

Penso em acordar no teu braço,

Flutuar debruçada em ti,

Me aconchegar no teu fim de tarde.

.

Marília prefere tempestades,

Luísa os dias ensolarados,

Sofia o frio que faz tremer seus lábios,

Pedro o calor de Eduardo.

E quanto a mim?

E sobre nós?

.

O mar me leva,

Me arrasta por sua imensidão sombria.

Ah! o amor que vem com o mar,

Quanta ternura, quanta rebeldia.

.

E eu que sempre preferi o mar,

Me permito agora dizer sem agonia:

OMar, te amo.

Ilustração: Valentina Contreras
Ilustração: Valentina Contreras
Anúncios

One Comment Add yours

  1. Jô Flach diz:

    Lindo.
    P.S.: Sinto saudades e me permito dizer sem medo de ferir ninguém, eu te amo.

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão /  Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão /  Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão /  Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão /  Alterar )

w

Connecting to %s