Minha Maria

Mãe, aqui da janela dá para sentir o calor do teu sorriso e lá da calçada se vê o tamanho do orgulho que sinto de ti.

Ser tua filha nunca foi fácil mãe. Conviver com o tamanho da tua bondade e do teu amor desmedido que estrangulava, algumas vezes, o bom senso da família. Preciso confessar que esse teu amor, por muitas vezes, me fez questionar se amar seria mesmo “bom” como diziam.

Mãe, lembro do teu cheiro morno, do teu peito macio e da força leve dos teus braços. Se eu fechar os olhos agora posso sentir tua mão percorrendo minhas costas frágeis e o frenesi delas ao encontro com meus cabelos molhados. Eu lembro de ti sem qualquer dificuldade, sem qualquer incerteza.

Preciso que tu saiba que em todas às vezes que te vi chorar desejei ser mais do que uma filha, eu quis ser do teu tamanho e ter a mesma força que tu tinha ao me levantar do chão. Só que diante de ti sempre fui pequena, me desculpe por isso.

Mãe, agora eu tenho certeza que o tempo e a estrada jamais poderão tirar de mim a menina que tu construiu, e eu te agradeço tanto por isso. Obrigada por me ensinar o que é empatia, o que é lealdade, o que é verdade. Não importa o quanto meu barco navegue para longe de ti, eu sei que tu é parte das águas, que tu é o vento que empurra a vela, que tu é o horizonte limpo que eu persigo.

Maria, Isabel, mãe, eu dou graças por ser um pedaço de ti e por ter certeza, hoje, que o amor realmente é o que importa.

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