Marília, eu já sabia!

Tenho sentido em quase todas as horas de quase todos os dias essa saudade de ninguém.
Disfarço contando piadas,
rindo de mim, dos meus infortúnios e da minha falta de nada.
Adquiri habilidade em passar minutos a fio sentada nessa estrada larga.
A escuridão já não me cega mais,
os gaviões não me atropelam,
e quando eu choro é pra matar a sede.
Ainda assim essa ausência de quem não sei me atormenta todo o tempo.

Espero,
se me ligar, atendo
se me chamar, ouço.
Que já é tempo de ver traços onde habita o vazio,
e além disso, eu sempre quis dizer: – Eu já sabia.

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