Um não-soneto para uma não-escoteira

A chuva cai fraca,

e tudo está alagado, estou ilhada

meu coração é um barco sem rumo, minha mente o bote salva-vidas

ou isso, ou me atiro em um rio turvo.

 

Engoli fumaças pela metade

esvaziei xícaras de café pra um

tentei ligar as luzes

tentei desesperadamente desligar depois.

 

“A culpa não é minha” me diz a voz da emoção

enquanto a razão me atira pedras no inconsciente

estou frustrada, e aliviada, e sedenta por nunca mais ceder.

 

Desejos agora parecem amarrados a pecados

eu pareço amarrada a mentiras

tenho nós de escoteiro por toda a alma, e nunca fui escoteira.

 

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